quarta-feira, 18 de julho de 2012

A liberdade

'' A liberdade é, na filosofia, a razão;
na arte, a inspiração; na política,
o direito.
Víctor Hugo



A arte e a criação

'' Jamais houve um grande talento
sem um pouco de loucura. ''
Sêneca


'' A arte não existe para reproduzir o
visível, mas para tornar visível aquilo
que está mais além dos olhos. ''
Paul Klee

A família

'' Em todos os casamentos que duraram
mais do que uma semana existem motivos
para o divórcio. O segredo consiste em
buscar um motivo para estar juntos. ''
Frida Kretzler y Orlando Jerez

Os sonhos

'' Algum dia vós sereis
velhos o suficiente para começas
a ler outra vez contos de fada. ''
C.S. Levis

Amor

'' Te ando buscando, amor, mas nunca chegas,
te ando buscando, amor, mas te amesquinhas,
me agito pensando se me adivinhas,
me desdobro pensando se a mim te entragas. ''
Afonsina Storni


'' O amor, tanto na ansiedade dolorosa
quanto no desejo feliz, é a exigencia de
um todo. Somente nasce e sobrevive se
fica uma parte por conquistas. Somente se
ama o que não se possui por completo. ''
Marcel Pro...t

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Quem nunca foi vilão?

Todos temos certo potencial para ser vilões.
Basta uma frase equivocada, não responder a algumas ligações, não corresponder ás expectativas dos outros.
Pode ter certeza.
Você ja foi a pessoa má, insensível e ingrata da vida de alguém mesmo sem querer.

Relacionamentos novos só começam porque antigos terminaram.
Para quem foi excuído dessa equação pode parecer que foi você quem praticou o ato da vilania.
Pense nos foras que já deu, nos amigos que decidiu não ver mais, nas cartas de amor a que não respondeu.

Nem sempre somos os mocinhos de nossa própria história.
Na procura pelo príncipe encantado é possível pisar em alguns sapos sem perceber.
Isso não significa ser mau-caráter.

Reconhecer que podemos virar persona non grata para alguém é o que faz reavaliar o papel do vilão.
Talvez a bruxa que lhe faz mal seja apenas mais uma insegura diante de um espelho buscando a autoafirmação.
Não há como não se identificar com isso.

É nesse momento que o sapatinho de cristal vira um chinelo de dedo.
Com os pés no chão não é preciso desejar um final feliz para todo mundo - e é possível compreender que vilões podem ser só pessoas tão comuns quanto você e eu.



Por Felipe Luno
Revista Gloss

O útil e o fútil

Um F a mais.
É o que inicialmente diferencia o fútil do útil.
Um, tão discriminado.
Outro, venerado dia a dia como um deus a quem entregamos nossas vidas.

No dicionário, útil é o que serve para alguma coisa.
Já o fútil é leviano, frívolo, vão, inútil.

E levamos a sério o pai dos burros.
Nem bem o sol levanta e já estamos a postos a serviço da utilidade.
Trabalhamos para comer, sobreviver. comprar coisas.
Opa: comprar o que é útil, claro.

Às lojas de roupinhas, sapatinhos e afins, vamos escondidos, na calada da noite, sentindo uma culpa inútil e amordaçada.
Para que o colar?
Para que mais um vestido?
De que serve um sapato cor-de-rosa se você já tem um vermelho?

E, enquanto o útil trabalha de sol a sol, o fútil catarola deitado em uma espreguiçadeira à beira da piscina de um hotel cinco-estrelas.
Vez por outra o útil limpa o suor e avista seu rival refestelado e com o melhor humor do mundo.
E volta à pauta do dia azedo e abominando o prazer.
Afinal para que serve o prazer?

Música, cinema, livros, estrelas, vinho, beijo na boca, pontos turísticos.
Para que serve tudo isso?
O valor do prazer mora justamente em seu desserviço.

A utilidade, não.
Ela é quantificável.
Cabe em gráficos de produtividade.
Já o fútil, ah, o fútil não tem preço.

Verdade seja dita: a utilidade morre de inveja da futilidade.
Volta e meia se sente usada, ao passo que a futilidade se regozija com sorrisos frívolos e gritinhos vãos.
Ah, como a utilidade queria para ela esses prazeres levianos...

Que conquistemos o nosso direito de ser fúteis.
Que estejamos longe de ser somente úteis.
Que alcancemos um dia a qualidade de ser desnecessariamente necessários.


Por Cris Guerra
Revista Gloss